Archive for the 'Uncategorized' Category

08
ago
08

Evolução!

Pessoal, estamos evoluindo (ou pelo menos tentando), como conseqüencia disso realizamos o sonho do domínio próprio!

Agora quem quiser encontrar a galera do 1up4dev, deve acessar http://1up4dev.org!

Bom pessoal, é isso, qualquer dúvida, críticas ou reclamações do novo layout ou qualquer outra coisa, podem comentar aqui.

Obs.: Para quem assina o feed (RSS), já está sendo automaticamente redirecionado para o site novo.

Abraço

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18
jun
08

A importância de estudar constantemente

Já faz tempo que venho ensaiando este post. Minha idéia é mostrar como é importante na nossa profissão de “desenvolvedor” estar constantemente aprendendo novas técnicas, linguagens, frameworks, metodologia, etc. Com um mercado tão competitivo como o de Desenvolvimento de Software, não podemos nos dar o luxo de conhecer apenas uma linguagem. Evidente que é bom que você escolha uma para se especializar, mas de forma alguma deve ser a última linguagem que você aprenderá.

Há algum tempo atrás, orientação a objetos era uma coisa de outro mundo para mim. É sério, não conseguia pensar na possibilidade de existir outro paradigma de programação. Bem, depois que estudei muito sobre OO e passei a utilizar profissionalmente, hoje não consigo me imaginar trabalhando sem OO. Tudo fica claro, organizado, abstraído… O que eu ganhei com isso? Com certeza consegui ser mais produtivo, mais organizado e mais eficiente e, como consequência, melhor remunerado. Se ainda desenvolvesse proceduralmente, certamente ainda desconheceria conceitos e técnicas, sendo apenas mais um na multidão. E não é assim que um verdadeiro desenvolvedor ágil quer ser visto, certo?

Outra coisa que estudei muito e hoje fico feliz em utilizar profissionalmente são Testes Unitários. Uma das premissas do desenvolvimento ágil está relacionada à qualidade do código. Com testes unitários é possível desenvolver incrementalmente e responder rápido às mudanças pois seu código está “protegido”. Além de servir como apoio à refactoring. O que eu ganho com isso? Consigo me preocupar apenas com o desenvolvimento de uma pequena funcionalidade por vez, meu código fica mais “limpo” e manutenível. Em consequencia disto me torno mais ágil e sou melhor remunerado. Além de poder dormir mais tranquilo…

É importante reconhecer que há muito para aprender ainda. Nosso cenário de trabalho muda constantemente e os “usuários” são cada vez mais exigentes. Além disso, é importante lembrar que não existe bala de prata, não existe uma tecnologia que resolve todos os problemas. As linguagens e tecnologias são limitadas e precisam evoluir. Você precisa evoluir junto! Não se esqueça também que lá fora tem um mercado de trabalho começando a enxergar essas qualidades ágeis.

03
jun
08

1up4developers 2.0

Então, nobres colegas e respeitável público, o nosso blog estava meio estranho no Blogger e decidimos mudar para uma plataforma mais funcional, mais gerenciável, mais colaborativa, enfim, uma coisa totalmente mais 2.0 mesmo.

O conteúdo continua composto de puro veneno partindo de mentes furiosas por não terem uma vida agilemente ativa. Aposto que você, leitor, também se encontra nessa situação aviltante, então assine o novo feed e participe comentando as nossas observações, frustrações e viagens.

Muito sucesso a todos! Prossigamos…

29
maio
08

Campanha de vendas e promoções para fechar bem o ano fiscal – Coisas do Bill…


Pessoal, não pude deixar de compartilhar essa!
Nos meus tempos negros trabalhei com a bendita Microsoft, com isso acabei deixando rastros nesse sub-mundo que me perseguem até hoje. Um deles é este newsletter do capeta que me persegue (nem o anti-spam do gmail funcionou!).

27
maio
08

Frequently Asked (by me) Questions, parte II

Prosseguindo com a série de perguntas que não querem calar, desta vez com um enfoque em RH & correlatos. Já com sugestões do respeitável público! Continuem comentando. A intenção é catalogar tosquices de comportamento encravadas no nosso cotidiano.

  1. Por que “anos de experiência” são tão importantes nos classificados de emprego?
    As profissões de informática já existem há décadas, e existe um grande histórico de coisas que deram certo e outras que nem tanto. Entre essas últimas, persiste uma forma garantida de contratar gente inepta, ao mesmo tempo em que aliena bons profissionais: a temível “experiência comprovada” em alguma coisa! Não importa se o candidato trabalhou uma vez por mês ou 16h por dia com a tal tecnologia durante todo o tempo requerido, ou se ele trabalhou com algo similar e não terá dificuldade, ou se consegue tranqüilamente ficar craque no tal requisito em duas semanas. Competência e experiência se confundem de forma surreal. É tão difícil assim avaliar aptidões?
  2. Se certificações são tão inúteis, por que fazem tanto sucesso entre candidatos e recrutadores?
    Existe um debate acalorado sobre a utilidade/qualidade das certificações como forma de filtro de candidatos a emprego. As empresas não abrem mão de exigir algum diploma, pois a oferta está grande. Os candidatos, por sua vez, fazem sacrifícios para colocar uma estrelinha a mais no CV, pois a concorrência está grande. E na prática, quando pintar um problema, tanto o profissional ultra-graduado quanto o humildezinho vão recorrer a dois recursos: (1) capacidade de raciocínio e (2) Google. Quem tira proveito disso tudo além das empresas de treinamento?
  3. Por que contratadores dificultam o acesso à internet por parte dos contratados? by peczenyj
    Será que quem contrata acha que o cara vai ser mais produtivo se ficar longe do GMail, MSN, Terra Esportes, 1Up4Dev? Sei lá. Eu achava que as empresas contratavam pessoas para que elas atingissem determinados objetivos, e não para que produzissem código ininterruptamente, sem “distrações”. Mas pode ser que, para elas, a produtividade seja um número, não um valor.
  4. Qual é o sentido de se impor políticas de segurança inócuas? by miguel
    Há quem se sinta seguro contratanto dummies quaisquer para implementar filtros de firewall e fazer papel de polícia, bloqueando pen drives e colocando a impressora pra funcionar só das 8 às 18h. Missão: racionalizar o uso dos recursos de trabalho! Aumentar a segurança! Impedir vazamento dos fontes! Ao mesmo tempo, relaxam no recrutamento e logo a empresa vai estar infestada de pessoas que pareciam super-bem-intencionadas, mas vão passar o dia vendendo muamba no Mercado Livre através de um proxy russo. Ou emporcalhando os preciosos fontes, o que é bem pior que roubá-los.
  5. Por que contratados e contratadores gostam de se tratar como empregados e patrões, mesmo em condições “PJ”?
    É fato inegável que a carga escorchante de tributos incidentes sobre a folha de pagamento leva as empresas a procurarem alternativas. Invariavelmente elas sub-contratam outras empresas para que, estas sim, se virem com o problema da mão-de-obra. Mas alguém já viu isso acontecer pra valer? O que existe é um local de atividade, um horário de trabalho, um salário, e cara feia se você quiser atender outro “cliente”. Os contratados não agem como empresários, embora paguem caro para o serem. E parece que ninguém se incomoda com o teatrinho patrão-empregado.
  6. Qual a lógica em se cobrar por hora e não ganhar por hora?
    Os iniciantes começam com 10 ou 12 reais. Os júniores podem sonhar com o dobro disso. Os plenos estão na faixa dos 30 ou 35. E para os sêniores, o céu é o limite! Mas, curiosamente, quase todos trabalham 160 horas por mês. Quero dizer, são pagos por 160 horas trabalhadas no mês, recorrendo talvez a um banco de horas (muitas vezes fictício) quando a conta estoura. Ainda assim, freqüentemente gostamos de calcular nossos rendimentos pelo valor-hora, sonhando que estaríamos quase ricos se as contas batessem. 160 horas, my ass.
  7. Como se enquadram projetos temporários nas variantes do Agile? Ou: posso ser free-lancer e agile ao mesmo tempo?
    Esta pergunta não é irônica (é, as outras pretendiam ser). É uma dúvida que eu tenho de verdade. Não sou expert em Agile/Scrum/XP/etc, e lendo a respeito dessas formas de trabalho, às vezes acho difícil compatibilizar a idéia de contrato temporário com desenvolvimento incremental sem tempo para terminar. Agile, por natureza, contra-indica prazos precisos. O contrato temporário, por natureza, baseia-se no inverso. Gostaria de entender melhor como essa situação já se resolveu na vida real.
26
maio
08

Frequently Asked (by me) Questions, parte I

Um post no estilo “remoendo coisas que passam pela minha cabeça”. À medida em que continuarem passando, aumento a FAQ.

  1. Por que se fala mais de processos e ferramentas do que de indivíduos e interações?
    O item 1 do manifesto agile não me parece tão professado quando se observa a quantidade de informação dedicada a sistematizar — isto é, pôr em um processo — as alternativas agile. É da natureza do engenheiro colocar tudo em um diagrama?
  2. Por que tanta gente (incluindo eu) prefere reclamar do emprego ao invés de arrumar coisa melhor para fazer?
    Parece haver uma terra prometida onde os projetos não atrasam, os clientes estão sorrindo, os chefes têm bom senso e os salários são muito bons. Lá você vai trabalhar quatro dias por semana e tem um andar com mesas de sinuca. Você acha que merece trabalhar lá, mas se conforma com “a situação”, que “é assim mesmo”, e ainda cobra pouco por isso.
  3. Como metodologisificar* os projetos concebidos em erro?
    Imagine o seguinte: o cliente precisa cumprir uma meta, não vai conseguir e convenceu você a levar a culpa tocar o projeto. Não foi difícil te convencer, pois você precisa da fatura. Qual metodologia vai te salvar? Em casos assim, é sempre erro de negociação ou o projeto pode ser metodologizado* direito?

    *Dá pra sentir o quanto eu gosto da palavra metodologia

  4. Por que é tão difícil segurar gente boa na equipe?
    Provavelmente o seu talentoso colega vai trabalhar num lugar que oferece praticamente as mesmas CNTP para a proliferação de programadores medíocres: projetos mal geridos, chefes acomodados, clientes insanos e café ruim. Tudo por 1 ou 2 reais a mais à hora. Por que tantas empresas insistem em tratar programador como commodity? (Os signatários do blog já viram pessoas sendo pagas para dizer isso.)
  5. Por que é tão difícil mandar os incompetentes embora?
    Qualquer pessoa que faça a mesma coisa do mesmo jeito há mais de um ano está acomodada. Uma empresa que aceita um recurso desses, também. Desconfio que quando ela hesita em mandar incompetentes embora alegando “perda de conhecimentos esclerosados acumulados”, ela quer dizer “somos incapazes de fazer avaliação profissional objetiva”. Engraçado: cadê o programador-commodity nessas horas?
  6. Existe uma palavra melhor para iteração?
    Essa palavra é muito pedante. Só os iniciados sabem do que se trata, e os demais ficam pensando em “interação”. Que, na boa, pode muito bem se referir à mesma coisa. Não estou falando de “iteração de loop/enumeração/lista”, onde a tal palavra é indispensável. Agora, falando de projetos, com gente normal (não-programadora), que se fale então em ciclo, passo, ação, ou interação mesmo — preciosismo pra quê, meu deus.
  7. Por que as empresas acreditam em antivírus?
    Vou ter que interromper a escrita das FAQs pois o antivírus começou a executar sua rotina diária. Ele não vai encontrar nenhum vírus mas a empresa vai dormir tranqüila. Enquanto isso, estou numa máquina Windows com direitos de admin local e o único browser que posso usar é o Internet Explorer 7. Paciência.
20
maio
08

O Processo

Ultimamente eu tenho me sentido um pouco Josef K, daquela história. Acordo sem peso na consciência, mas basta abrir a porta (ou o Google Reader) e parece que o mundo decidiu que eu preciso tomar parte de um processo, o qual quanto mais eu tento compreender, mais enrolado, culpado e incompetente eu tenho que me sentir.

“O processo” aqui é todo o conjunto de metodologias, patterns, mindsets e filosofias que, se eu não absorver e professar, não sou digno nem de abrir o Visual Basic 4. Claro que ficar expert no processo não é coisa simples assim como ler um blog ou ler um livro. Além de estudar, você tem pôr em prática, compartilhar o conhecimento e encantar as pessoas ao redor, ao mesmo tempo. Você tem que se tornar um especialista em tudo e ter uma wikipédia implantada na cabeça, pra não se esquecer de nada.

De todas as suas especialidades, você deve conhecer os patterns, os anti-patterns, como aplicá-los, como não aplicá-los, os casos de sucesso e os fracassos. E não basta todo o conhecimento puro e simples. Isso é fácil de ter! O passo 1 na sua hierarquia de necessidades é adquirir uma técnica apurada, ficando fera do assembly ao Haskell, do file system à enésima forma normal, do calloc() ao GC, sem tropeços.

Depois você precisa expandir um pouco os seus horizontes com o estudo das metodologias que fazem um software nascer, crescer e vencer. É preciso saber como um projeto é gerido, como os programadores funcionam, o que o cliente realmente quer… enfim, satisfazer todos os stakeholders, como você vai se acostumar a dizer. Tudo isso dentro do orçamento que você vai obviamente saber controlar para depois calcular o ROI — coisa simples, admita.

E já que está manjando de finanças, o degrau a seguir é acompanhar o mercado de IT corporativo e open-source, para conhecer os produtos, estratégias, mergers, winners e losers. E, conhecendo, escolher o que é melhor. Não vai querer ficar pra trás, né? Não vai ser difícil para alguém tão inteligente quanto você.

Ficará evidente que você não passa deste ponto do processo se não souber aplicar toda a sua expertise na forma de arquiteturas ágeis, interfaces ágeis, teamwork ágil e comunicação ágil. Claro, a esta altura absolutamente tudo o que você faz é ágil de alguma maneira. (Sua namorada pode reclamar, porém.) Este momento é crítico na sua carreira, pois você não pode errar só porque seu desempenho tem que estar num ponto ótimo dentro de 10 ou 12 dimensões. Por sorte, você conhecerá todas as métricas e seus benchmarks, para poder guiar a si próprio e sua equipe.

Então, passando esses níveis de subsolo você está pronto pra atingir o térreo do desenvolvimento bacana de software. Você já tem experiência e conhecimento suficientes para exercer sua profissão em alguma empresa 2.0 (quiçá 3.0!) por aí. Já poderá participar de discussões de arquitetura, engenharia e filosofia de software nos blogs. Você venceu o processo.

Quanto aos Josef K da vida… bom, você sabe o que acontece no final.




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